"Se você tem a chance de acabar com toda sua dor e agonia, e não o faz, então é louco?" Murmurou enquanto se aproximava do outro, que consentiu com um silêncio perturbador.
"Mas e se a única coisa que sente é essa dor e agonia, deixaria sua alma corromper-se e entraria em estado de inércia? Se permitiria a essa loucura?"
"Não." respondeu.
"Aparentemente nem eu." Encostou os lábios secos nos do outro, anulando a distância que antes havia entre os dois.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
Destino
Nunca houve destino. Há coincidências e meras oportunidades bem aproveitadas. Se houvesse um livro já escrito com o fim de sua vida, por que se mexer? Por que se levantar de manhã? Ou não se levantar é seu destino?
Entregar a uma força maior o próximo passo? Uma pergunta baseada em teorias que foram baseadas em uma grande mentira. Pense e aja.
A carta que definiria seu futuro estava em suas mãos. Não no destino. No pequeno pedaço de papel havia a pergunta que só o futuro sabia a resposta. Era simples, ser feliz ou miserável. Conseguir ou não conseguir. Ou isto ou aquilo. Não há uma terceira opção para um meio termo de satisfação. Não há uma meia-felicidade. E nunca haverá. E se depender apenas do destino, passará a vida toda pensando em como teria sido se sua vida dependesse de mais ninguém além de você mesmo. Talvez você tivesse sido menos infeliz todos os dias se tivesse sido menos tolo consigo mesmo.
Entregar a uma força maior o próximo passo? Uma pergunta baseada em teorias que foram baseadas em uma grande mentira. Pense e aja.
A carta que definiria seu futuro estava em suas mãos. Não no destino. No pequeno pedaço de papel havia a pergunta que só o futuro sabia a resposta. Era simples, ser feliz ou miserável. Conseguir ou não conseguir. Ou isto ou aquilo. Não há uma terceira opção para um meio termo de satisfação. Não há uma meia-felicidade. E nunca haverá. E se depender apenas do destino, passará a vida toda pensando em como teria sido se sua vida dependesse de mais ninguém além de você mesmo. Talvez você tivesse sido menos infeliz todos os dias se tivesse sido menos tolo consigo mesmo.
Sentença de morte
Pegou meu coração e o esmagou brutalmente entre seus dedos. O sangue escorreu até seu pulso, depois gotejou no chão. E eu olhava a cena calada. Sem gritar de dor ou agonia. Sem exigir que parasse com aquilo tudo. Eu apenas a encarava com os olhos arregalados, com medo de deixar as pálpebras abaixarem e nunca mais ver seu rosto. Era melhor vê-la acabar comigo do que nunca mais vê-la. E minha última ação fora minha sentença de morte. No fim, só havia escuridão e um coração em pedaços espalhado pelo chão. Não restara nada além de lágrimas dissolvidas em nostalgia para a pobre menina que aguentou calada enquanto o véu escuro da morte a cobria.
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