terça-feira, 14 de julho de 2009

Sunset


O céu tinha uma cor cinza, sempre ameaçando chuva. Mas o metereologista havia dito no dia anterior que não choveria, até hoje eu nunca tinha o visto falhar alguma vez. Então fui para o lago da cidade. Havia um pequeno rastro do sol, deixando algumas nuvens acinzentadas com um tom alaranjado. Fui para o píer e me sentei na borda. A água estava prateada e brilhava. No lado contrário ao sol a água estava extremamente negra. Suspirei expirando o ar tão devagar como a brisa que batia no meu rosto e aproveitei meu último pôr-do-sol naquela cidade, até não haver mais nenhum sinal de luz no píer. Voltei para casa e escrevi uma carta, sem prestar atenção, apenas deixei as palavras fluírem no papel. Então, eu dobrei-a e deixei na cama, perto do travesseiro. Era um lugar estratégico, ele veria com certeza. Peguei minhas malas e saí. Ao fechar a porta, dei uma última olhada. Senti uma lágrima quente e solitária escorrer por minha face e tranquei a porta.